nada é pior do que não te ter
e ver que outros braços
te dispensam beijos falsos, fáceis rimas de prazer.
nada é tão mau quanto não te ter
e saber que o teu riso
é o aviso que de ti preciso para viver.
não preciso de te explicar, que ideia é essa
que as palavras falam aos ouvidos
melhor que os olhos ao coração?
mas assim eu não te vou ter,
porque é à custa de palavras, mesmo erradas,
que aprendemos a quem queremos conhecer.
sem afirmar eu não vou crescer.
que face posso dar quando errar,
porque ninguém ouviu o que eu não quis dizer?
eu vou ter de te falar, deixar explodir,
explicar que o que te mostro
é tão menos do que me obrigo a calar.
19/10/13
04/10/13
diz que sim
« Sei de cor cada lugar teu. Atado em mim, a cada lugar meu. Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar. Tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar. Pensa em mim, protege o que eu te dou. Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou. Sem ter defesas que me façam falhar nesse lugar mais dentro, onde só chega quem não tem medo de naufragar. Fica em mim, que hoje o tempo dói como se arrancassem tudo o que já foi. E até o que virá e até o que eu sonhei, diz-me que vais guardar e abraçar tudo o que eu te dei. Mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós, e que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça num gesto só - eu vou guardar cada lugar teu ancorado em cada lugar meu. E hoje apenas isso me faz acreditar que eu vou chegar contigo onde só chega quem não tem medo de naufragar. »
23/09/13
[ ]
é no meu (quase interrompido) silêncio da noite que (me) descubro.
[o meu quase interrompido eu.]
que sei que é de um que preciso para encontrar o outro.
não consigo avançar.
mais do que ser uma bola de neve, é ser uma bola de travões.
será que sou eu que me puxo para trás ou é algo/alguém mais?
são coisas que dependem exclusivamente de mim?
se sim, onde estou a falhar?
onde é que o silêncio todo que tenho e posso vir a ter me fará sentido?
onde é que ele vai ser realmente o que preciso?
tough, tough day.
and night.
(quero-te. quero-te tanto.)
por que é que não voltas? porque é foste? (eu sei porquê, mas não chega.)
por que é que são mais os contras do que os pros? os pros vêm de onde?
passado? imaginação?
é suposto ser forte onde? como? por quem?
é suposto segurar-me?
(quero-me. mas só me quero mais ou menos. é isso?)
porque é que eu não volto? porque é que me fui? (não sei por que me fui)
por que é que nem houve nem pros nem contras?
simplesmente me apaguei (?).
é suposto seres forte? por mim? como?
é suposto segurar-me.
(segura-me).
é no silêncio (já interrompido) da noite que (me) perco.
de novo.
que sei que preciso de mim para ter silêncio.
(preciso de ti.)
(silêncio contigo.)
(quebra o silêncio.)
(aparece, simplesmente.)
[o meu quase interrompido eu.]
que sei que é de um que preciso para encontrar o outro.
não consigo avançar.
mais do que ser uma bola de neve, é ser uma bola de travões.
será que sou eu que me puxo para trás ou é algo/alguém mais?
são coisas que dependem exclusivamente de mim?
se sim, onde estou a falhar?
onde é que o silêncio todo que tenho e posso vir a ter me fará sentido?
onde é que ele vai ser realmente o que preciso?
tough, tough day.
and night.
(quero-te. quero-te tanto.)
por que é que não voltas? porque é foste? (eu sei porquê, mas não chega.)
por que é que são mais os contras do que os pros? os pros vêm de onde?
passado? imaginação?
é suposto ser forte onde? como? por quem?
é suposto segurar-me?
(quero-me. mas só me quero mais ou menos. é isso?)
porque é que eu não volto? porque é que me fui? (não sei por que me fui)
por que é que nem houve nem pros nem contras?
simplesmente me apaguei (?).
é suposto seres forte? por mim? como?
é suposto segurar-me.
(segura-me).
é no silêncio (já interrompido) da noite que (me) perco.
de novo.
que sei que preciso de mim para ter silêncio.
(preciso de ti.)
(silêncio contigo.)
(quebra o silêncio.)
(aparece, simplesmente.)
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